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Em Itaquá, obra de praça tem itens 1300% acima do preço

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Por Renan Xavier e Walmir Barros / Leia o Gazeta

Nas prateleiras de uma loja, 10 quilos de terra vegetal custam R$ 7. Já no projeto de revitalização da Praça Padre João Álvares, na região central de Itaquaquecetuba, o mesmo produto custou R$ 100. A telha italiana, cujo preço de mercado é de R$ 13, custou quase o triplo no projeto: R$ 35,80. Há ainda a “limpeza final” da obra, que sairá por R$ 33,6 mil. Estes valores foram orçados em pesquisa independente pelo vereador Armando Neto (PR), e confirmadas pela reportagem. O parlamentar usou a tribuna da Câmara para cobrar um posicionamento da administração quanto ao abismo nos preços.

Paralisadas há mais de um ano, as obras na praça central são alvo constante de críticas pela população. Do projeto original, que custará R$ 1,5 milhão, o governo Mamoru já investiu quase metade, R$ 694 mil. Mas pouco adiantou: o local encontra-se vandalizado e sujo, muito distante do que se propôs. Na semana passada, enfim, a prefeitura anunciou um convênio com o governo do estado que garantiria a verba restante para a conclusão, paga em duas parcelas.
Nessa interminável espera pela conclusão das obras, no entanto, a população sofre com o descaso e o abandono da praça.

O ambulante Júlio Joaquim Vieira, 54 anos, que trabalha no local há 16 anos, afirma que a empresa que operava as obras deixou a praça toda esburacada e parte da fiação elétrica sem proteção nenhuma. “Todos estão arriscados a sofrer um choque elétrico. Os fios estão todos desencapados”, explicou.
Vilma Ribeiro da Costa, que é deficiente física, falou sobre os riscos de andar na praça. “Já tenho essa dificuldade e preciso olhar bem onde piso para não levar uma queda. A praça está horrível”, sentenciou.

ELEFANTE BRANCO – Seguindo o roteiro das obras abandonadas pela cidade, a reportagem foi ao Jardim Campo Limpo, onde a situação se repete com uma UBS (Unidade Básica de Saúde).

Posto de saúde no Jardim Fortuna segue abandonado.

O lojista Marcos Vinicius Pereira Nunes, 22, disse que a população do bairro ficou esperançosa quando viu a obra ser iniciada. Depois, com o abandono do serviço, veio a decepção.
Além da UBS do Campo Limpo, ainda há obras paralisadas em unidades de saúde dos bairros Scaffid, Marengo, Jardins Fortuna, Nápoli, Zélia, Horto do Ipê e Pequeno Coração.

Por Renan Xavier e Walmir Barros / Leia o Gazeta